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Trabalho em Anais · Home Editora · Publicado em 22/06/2026

ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO DE BYPASS FEMORO-POPLÍTEO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autoria: Adriana de Amaral Mandicaju; Bruna Boniatti; Fernanda Schnath; Joseane Mosmann Kirsch Nunes; Liziani Coelho do Amaral; Marcela Lislie Lewis; Márcia Bueno da Silva; Tatiane Costa de Melo

Publicado em: Fórum Nacional de Publicações Acadêmicas-Ano V/2026-ISSN 2965-9434

DOI: 10.46898/home.mpovxkchvsbq

Resumo

A cirurgia de bypass femoro-poplíteo é uma intervenção vascular de alta complexidade, indicada para o tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) severa. O procedimento visa contornar obstruções arteriais nos membros inferiores por meio de enxertos, restaurando a perfusão sanguínea e prevenindo desfechos graves. O período pós-operatório imediato é reconhecido como uma fase crítica, caracterizada por instabilidade hemodinâmica e risco elevado de intercorrências, demandando vigilância ininterrupta e cuidados especializados. Neste cenário, a equipe de enfermagem desempenha papel central na segurança do paciente e no sucesso terapêutico. Este estudo relata a experiência da equipe de enfermagem na assistência aos pacientes submetidos ao bypass femoro-poplíteo em uma unidade hospitalar de alta complexidade. A metodologia baseia-se no relato de experiência fundamentado na prática assistencial cotidiana e na literatura científica pertinente à área cardiovascular. Durante a vivência, observou-se que a sistematização da assistência é fundamental para recuperação satisfatória. As intervenções prioritárias incluem o monitoramento rigoroso dos sinais vitais, o controle rigoroso da dor e a avaliação contínua da perfusão periférica, verificando gradiente térmico, tempo de enchimento capilar e presença de pulsos distais. Os principais desafios enfrentados pela equipe envolvem a detecção precoce de complicações como trombose do enxerto, hematomas no sítio cirúrgico e síndromes compartimentais. A atuação proativa da enfermagem na identificação de sinais de isquemia permite intervenções médicas imediatas, preservando o enxerto. Conclui-se que a assistência de enfermagem qualificada, pautada no pensamento crítico e em protocolos baseados em evidências, é indispensável para minimizar riscos, promover a estabilidade clínica e assegurar a evolução favorável do paciente vascular, consolidando a enfermagem como peça-chave na equipe multidisciplinar de alta complexidade.

Palavras-chave

Cirurgia Vascular, Cuidados de Enfermagem no Pós-operatório, Sistematização da Assistência de Enfermagem.