Trabalho em Anais · Home Editora · Publicado em 04/02/2026
DADOS SOBRE DESEJO, EXCITAÇÃO, LUBRIFICAÇÃO E ORGASMO DE PARATLETAS DO SEXO FEMININO DA REGIÃO NORTE: UM ESTUDO PILOTO TRANSVERSAL.
Autoria: Lorena Jarid Freire de Araújo; Pê Nascimento Barbosa; Marília Passos Magno e Silva
Publicado em: Fórum Nacional de Publicações Acadêmicas-Ano V/2026-ISSN 2965-9434
DOI: 10.46898/home.50a3f986b0a5
Resumo
INTRODUÇÃO: A função sexual feminina estrutura-se a partir de um ciclo de resposta cujo desenvolvimento é regido pela interação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Desse modo, a investigação da relação entre esses componentes permite delimitar os elementos centrais e periféricos que interferem na sexualidade feminina. OBJETIVO: Avaliar os níveis de desejo, excitação, lubrificação e orgasmo em atletas femininas com deficiência. MATERIAIS E MÉTODOS: Pesquisa epidemiológica observacional de caráter transversal quantitativa e descritiva, realizada com paratletas do sexo feminino. A coleta de dados foi realizada pela ferramenta GoogleForms, dividido em seções: apresentação da pesquisa e Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), dados sociodemográficos e o Índice de Função Sexual Feminina (IFSF); inicialmente como uma pesquisa piloto, testada na região Norte, em Belém do Pará, aprovada pelo CEP/UFPa nº 6.211.119. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A pesquisa piloto contou com 4 participantes, com idade média de 26 ± 4,89 anos, sendo três com deficiência física e uma com deficiência visual, praticantes de 4 modalidades (paraesgrima, paracanoagem, tiro com arco paralímpico, paratletismo). No FSFI, o domínio desejo apresentou média de 3,1 ± 1,5 pontos, no domínio excitação obtiveram 2,6 ± 3,03 pontos, no domínio lubrificação pontuaram 2,8 ± 3,3, no domínio orgasmo pontuaram 2,3 ± 2,7. Obteve-se menor média no domínio orgasmo, isso reforça que a deficiência ou os fatores de estresse podem impactar na resposta fisiológica final e na capacidade de atingir o clímax, o que exige uma coordenação neurológica e muscular que pode ser comprometida, seguido do domínio excitação e lubrificação, que apresentaram valores intermediários, ligando o aspecto psicológico (excitação) ao físico (lubrificação) e uma possível dificuldade na fase de resposta inicial. O domínio que obteve maior média foi o desejo, isso sugere que, apesar das dificuldades físicas e a rotina, o desejo de ter intimidade (o componente psicológico/cognitivo) pode estar relativamente preservado. A partir disso, é possível discriminar entre as populações com maior e menor grau de desejo, excitação, lubrificação e orgasmo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Destaca-se que os dados apresentados, mesmo que com o n reduzido, apontam para a necessidade de descrever esses graus nesta população e traçar o seu perfil, visto que são diversas as variáveis que interagem entre si e que podem influenciar o grau de satisfação sexual final.
Palavras-chave
Sexualidade;Deficiência;Paratleta