Trabalho em Anais · Home Editora · Publicado em 10/05/2026
GRUPOS REFLEXIVOS, AVALIAÇÃO DE RISCO E PATRULHA MARIA DA PENHA: ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DE MARILÂNDIA DO SUL/PR À LUZ DA DIRETRIZ PMPR Nº 003/2025
Autoria: CEDIMARA DOS SANTOS
Publicado em: Fórum Nacional de Publicações Acadêmicas-Ano V/2026-ISSN 2965-9434
DOI: 10.46898/home.mnw664symp0b
Resumo
Este artigo analisa a experiência do programa “Violência Nunca Mais”, desenvolvido na Comarca de Marilândia do Sul/PR, com foco em sua articulação com a Patrulha Maria da Penha e com a Diretriz PMPR nº 003/2025. O estudo busca responder em que medida a integração entre grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica, monitoramento protetivo da vítima e avaliação institucional de risco pode contribuir para a prevenção da reincidência e para o aprimoramento da resposta estatal. Parte-se da hipótese de que a efetividade dessas intervenções não depende apenas da imposição judicial de frequência aos grupos, mas da coordenação entre responsabilização do agressor, proteção da vítima, análise contínua de risco e capacitação técnica das equipes envolvidas. Metodologicamente, trata-se de estudo de caso, de caráter exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa e quantitativa, baseado em dados secundários produzidos no âmbito do programa entre 2020 e 2022. Os resultados indicam baixa reincidência no universo analisado, mas revelam fatores recorrentes associados ao agravamento do risco, como histórico anterior de violência, uso abusivo de álcool, resistência ao cumprimento das medidas protetivas e conflitos persistentes após a separação. Conclui-se que a experiência analisada oferece evidências relevantes de que políticas territorializadas de enfrentamento à violência doméstica tendem a ser mais efetivas quando articulam responsabilização reflexiva, monitoramento contínuo, encaminhamento psicossocial e qualificação permanente do efetivo policial.
Palavras-chave
violência doméstica, grupos reflexivos, avaliação de risco, Patrulha Maria da Penha, reincidência, capacitação policial.