Trabalho em Anais · Home Editora · Publicado em 12/09/2026
SAÚDE INTESTINAL E SAÚDE MENTAL: EFEITOS DE DIETAS RICAS EM PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS SOBRE DEPRESSÃO, ANSIEDADE, DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS E RESPOSTA IMUNOLÓGICA
Autoria: GABRIELLE DE ANDRADE
Publicado em: FÓRUM NACIONAL ACADÊMICO (ANAIS) - VOLUME 12
DOI: 10.46898/home.mtq1icaje3t7
Resumo
Nos últimos anos, a relação entre saúde intestinal e saúde mental tem recebido crescente atenção científica, especialmente devido às evidências sobre a comunicação bidirecional entre intestino e cérebro. Essa interação ocorre por vias neurais, hormonais, metabólicas e imunológicas, sendo influenciada pela composição da microbiota intestinal e pelo padrão alimentar. Alterações nessa comunidade microbiana podem favorecer a disbiose, associada à inflamação de baixo grau, alterações da permeabilidade intestinal e modificações na comunicação com o sistema nervoso. A alimentação exerce papel relevante na composição e no funcionamento da microbiota. Dietas com maior presença de frutas, hortaliças, leguminosas e cereais integrais fornecem fibras que favorecem a fermentação microbiana e a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Em contrapartida, o consumo elevado de ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas pode estar associado a alterações desfavoráveis no ambiente intestinal. Diante desse contexto, este estudo busca compreender em que medida estratégias nutricionais envolvendo prebióticos e probióticos podem contribuir para a redução de sintomas depressivos e ansiosos e para a modulação de processos relacionados à inflamação, ao estresse e à integridade intestinal. A hipótese é que determinadas fibras fermentáveis e cepas probióticas possam favorecer a eubiose, aumentar a produção de AGCC e modular respostas inflamatórias, embora os efeitos possam variar conforme a cepa, dose, duração da intervenção e características individuais. O objetivo deste trabalho é analisar criticamente as evidências sobre alimentação, microbiota intestinal e saúde mental, com ênfase nos possíveis efeitos de prebióticos e probióticos sobre depressão e ansiedade. A relevância da pesquisa está na possibilidade de ampliar a compreensão da alimentação como estratégia complementar no cuidado à saúde mental, sem substituir intervenções estabelecidas, como psicoterapia e farmacoterapia.
Palavras-chave
Eixo intestino, cérebro, Probióticos, Prebióticos, Depressão, Ansiedade