Trabalho em Anais · Home Editora · Publicado em 26/10/2026
SEGURANÇA NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO: FATORES AMBIENTAIS E FERRAMENTAS PARA PREVENÇÃO DE ERROS EM HOSPITAIS DE GRANDE PORTE
Autoria: Adriana de Amaral Mandicaju; Ariane Goulart Rodrigues; Bruna Boniatti; Fernanda Pereira Martins; Fernanda Schnath; Joseane Mosmann Kirsch Nunes; Liziani Coelho do Amaral; Marcela Lislie Lewis; Márcia Bueno da Silva; Tatiane Costa de Melo
Publicado em: FÓRUM NACIONAL ACADÊMICO (ANAIS) - VOLUME 13
DOI: 10.46898/home.mv276lb2a7bn
Resumo
A segurança na administração de medicamentos constitui um componente essencial da qualidade da assistência hospitalar, especialmente no período pós-operatório, quando os pacientes podem apresentar alterações clínicas, múltiplas necessidades terapêuticas e mudanças frequentes nas prescrições. Em hospitais de grande porte, a complexidade dos processos assistenciais, a sobrecarga de trabalho, as interrupções e as falhas de comunicação podem favorecer a ocorrência de erros de medicação. Este estudo tem como objetivo analisar as evidências científicas sobre os erros relacionados à administração de medicamentos no período pós-operatório, considerando os fatores ambientais e organizacionais associados e as ferramentas utilizadas para prevenir esses eventos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada a partir da definição da questão norteadora, da busca e seleção das publicações, e da síntese temática dos resultados. Foram consideradas as bases PubMed/MEDLINE, LILACS e SciELO. A análise contempla quatro eixos: erros de administração e fatores associados; ambiente de trabalho e fatores humanos; tecnologias e barreiras de segurança; e estratégias organizacionais e atuação da enfermagem. A literatura consultada evidencia a relevância dos erros relacionados ao horário, à dose e à omissão de medicamentos, além da influência das interrupções, da carga de trabalho e das condições organizacionais na segurança do processo medicamentoso. Entre as estratégias preventivas, destacam-se a identificação correta do paciente, a prescrição eletrônica, a administração assistida por código de barras, os protocolos para medicamentos de alta vigilância, a educação permanente e os sistemas de notificação de incidentes. Conclui-se que a segurança medicamentosa depende da integração de barreiras tecnológicas, profissionais e organizacionais, associada a uma cultura institucional voltada à aprendizagem, à prevenção de riscos e à melhoria contínua da assistência hospitalar.
Palavras-chave
Segurança do paciente, Erros de medicação, Administração de medicamentos, Cuidados pós-operatórios, Enfermagem hospitalar