Capítulo de Livro · Home Editora · Publicado em 30/12/2025
A MORTE NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO: A AUTOPERCEPÇÃO DO IDOSO
Autoria: Maria Eduarda Antunes Tolentino; Bianca Reis Guimarães; Marina Lopes Lima; Thaís de Oliveira Faria Baldo
Publicado em: Estudos em Ciências da Saúde
DOI: 10.46898/rfb.293a859b27cf
Resumo
Este capítulo apresenta uma discussão teórica sobre a morte no processo de envelhecimento, a partir da autopercepção do idoso, considerando as dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais que atravessam a experiência da finitude. O envelhecimento, enquanto fenômeno multidimensional, envolve transformações que impactam não apenas o corpo, mas também a subjetividade, as relações sociais e o sentido atribuído à vida e à morte. Nesse contexto, compreender como o idoso percebe a própria finitude torna-se fundamental, uma vez que essa percepção influencia diretamente o bem-estar emocional, a qualidade de vida e as formas de enfrentamento do envelhecer. A literatura evidencia que a morte, embora inerente à condição humana, permanece como um tabu social, frequentemente silenciado nos espaços de cuidado e na formação em saúde. Entre pessoas idosas, essa vivência assume contornos particulares, sendo modulada por fatores como espiritualidade, crenças culturais, suporte familiar, institucionalização e condições de saúde. Estudos apontam que a autopercepção da morte pode oscilar entre aceitação serena e angústia existencial, revelando a complexidade dessa experiência no envelhecimento. Assim, ao articular contribuições da gerontologia, da psicologia, da medicina e das ciências sociais, este capítulo busca aprofundar a compreensão da finitude no envelhecimento a partir da autopercepção do idoso, considerando as representações sociais da morte, a influência da espiritualidade, das crenças culturais, do contexto institucional e das condições de saúde, conforme discutido na literatura analisada.
Palavras-chave
Envelhecimento.;Morte.;Idoso.