Biblioteca › Capítulo de Livro

Capítulo de Livro · Home Editora · Publicado em 25/03/2026

Microcirurgia Endodôntica em Dente Previamente Apicectomizado: Análise Clínica e Radiográfica em Seguimento de 9 Meses

Autoria: Rafaela Henriques Moreira; Livia Néri Menezes; William José Lopes Júnior; Taleessa Vieira Gomes; Paula Carolina de Souza Chandretti Nogueira; Ronaldo Luís Almeida de Carvalho; Beatriz Parma Teixeira

Publicado em: Estudos em Ciências da Saúde

DOI: 10.46898/home.09cf05598311

Resumo

INTRODUÇÃO: A desinfecção dos canais radiculares é determinante para o sucesso endodôntico, porém pode ser comprometida pela presença de biofilmes resistentes e anatomias complexas. Quando o tratamento convencional e o retratamento fracassam, a microcirurgia perirradicular, técnica precisa com taxas de sucesso superiores a noventa por cento, torna-se indicada. OBJETIVO: Relatar um caso clínico de microcirurgia apical em incisivo central superior com lesão periapical persistente, previamente submetido à apicectomia, acompanhado clínica e radiograficamente por nove meses. RELATO DE CASO: Paciente F.U.A., cinquenta e seis anos, masculino, apresentou dor no dente onze, fístula entre os ápices dos dentes onze e doze e escurecimento coronário. Havia histórico de tratamento endodôntico prévio e cirurgia periapical no dente onze há dois anos. Exames radiográfico periapical e tomografia de feixe cônico evidenciaram lesões periapicais, rompimento cortical e ressecção apical prévia. Realizou-se microcirurgia endodôntica com antibioticoterapia, antissepsia, anestesia, acesso cirúrgico, curetagem, nova apicectomia, retropreparo e retropreenchimento com Bioline Z Sealer, enxerto conjuntivo e aplicação de laser no pós-operatório imediato. O acompanhamento trimestral demonstrou regressão da fístula e, após nove meses, redução da lesão e neoformação óssea parcial, sem reconstituição da tábua vestibular. CONCLUSÃO: A microcirurgia apical mostrou-se eficaz no manejo de lesões persistentes, promovendo regressão clínica e radiográfica compatível com reparo tecidual esperado, embora o seguimento prolongado permaneça indispensável. Recomenda-se monitoramento clínico e radiográfico contínuo, com avaliação periódica dos sinais, sintomas e da cicatrização óssea, visando confirmar a estabilidade do reparo, prevenir recorrências e assegurar prognóstico favorável a longo prazo em avaliações futuras sistemáticas e documentadas adequadamente.

Palavras-chave

Apicectomia;;Tratamento do Canal Radicular;;Doenças Periapicais;