Livro Digital · Home Editora · Publicado em 03/03/2026
CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO PARA PORTAL EDUCATIVO: Prevenção da dermatite associada à incontinência e cuidados de enfermagem ao paciente hospitalizado
Autoria: Paulo Renato Vieira Alves; Adriana Souza Ribeiro Cavalcante; Adriana da Costa Chidek; Bruno Pigatto; Graziela Alcantara Ngonga; Gilmara Ramos; Nathalia Gustavo Pinho; Taiane de Oliveira Vieira
DOI: 10.46898/home.83f18f9aeaff
ISBN: 978-65-6089-433-4
Resumo
O cenário demográfico brasileiro tem passado por transformações significativas, caracterizadas pela redução das taxas de crescimento populacional e pelo aumento expressivo da população idosa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indivíduos com mais de 60 anos representam uma parcela crescente da população, o que exige readequações na oferta de cuidados em saúde, especialmente no contexto hospitalar, onde são frequentes agravos relacionados à incontinência urinária e fecal. Tais condições, além de repercussões físicas, podem gerar comprometimento psicossocial, isolamento, constrangimento e piora da qualidade de vida. Nesse contexto, a Dermatite Associada à Incontinência (DAI) configura-se como um agravo cutâneo frequente em pessoas idosas, resultante do contato prolongado da pele com urina e fezes, ocasionando inflamação, erosão, maceração tecidual e aumento da vulnerabilidade a infecções. Estudos brasileiros e internacionais demonstram prevalências elevadas de DAI em ambientes hospitalares, especialmente em unidades de internação clínica e de terapia intensiva, onde a dependência funcional e o uso contínuo de fraldas são mais comuns. Pesquisas apontam incidências que variam entre 20% e 42% em diferentes cenários, correlacionando idade avançada, comorbidades, imobilidade, sexo feminino, alimentação enteral, incontinência dupla e higiene inadequada como fatores críticos para o desenvolvimento do agravo. Do ponto de vista assistencial, a prevenção e o manejo da DAI constituem responsabilidades centrais da equipe de enfermagem, cuja atuação é regulamentada pela Lei nº 7.498/86 e fortalecida por políticas como a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS). O enfermeiro, como profissional que mantém contato contínuo com o paciente hospitalizado, necessita realizar avaliação sistemática da integridade cutânea, orientar a equipe para adoção de práticas baseadas em evidências e programar estratégias de cuidado que minimizem a exposição da pele à umidade, promovam higiene adequada, reduzam o atrito e utilizem produtos protetores apropriados. A literatura ressalta que medidas simples, como a realização de trocas de fraldas mais frequentes, o uso de limpadores com pH compatível ao da pele e a aplicação de barreiras tópicas, exercem impacto significativo na prevenção da DAI. Além disso, a educação permanente desponta como ferramenta essencial para qualificar a equipe multiprofissional, considerando a complexidade do cuidado ao paciente idoso e incontinente. A utilização de tecnologias educacionais, como portais digitais, possibilita a disseminação rápida e acessível de conteúdos atualizados, favorecendo a padronização de condutas, o aperfeiçoamento profissional e a segurança do paciente.
Palavras-chave
cuidados de enfermagem;;dermatite das fraldas;;incontinência fecal;;incontinência urinária;;pacientes internados;